Em 2018, comecei a manifestar meu repúdio à aliança que a igreja fez com Bolsonaro e seu ideário. Todos os que me acompanham têm conhecimento do conteúdo do que disse e preço que paguei.
Aprouve a Deus, na sua infinita sabedoria e soberania, decretar que hoje fosse ao ar entrevista de mais de duas horas de duração que concedi a um dos principais formadores de opinião pública do Brasil, o jornalista Reinaldo Azevedo, na qual falo tanto sobre a minha fé em Cristo, como sobre os motivos teológicos que me levaram a condenar a referida aliança.
Agora há pouco, Bolsonaro foi denunciado pela PGR como líder de organização criminosa que tentou golpe de estado. As evidências são sobejas.
A igreja não precisava tomar esse caminho. Jamais precisou no nosso país de fazer aliança política para crescer. Tinha amplas oportunidades de -por meio dos seus milhões de membros- tornar o Brasil mais justo, fortalecer os laços familiares e fazer com que a nação se tornasse imune aos totalitarismos de esquerda e direita. Porém, preferiu buscar ajuda no poder temporal. Como tal pode acontecer?
Seus líderes deveriam pedir perdão a Deus, aos que lhes foram confiados para pastorear e à sociedade brasileira pelo escândalo que causaram.
Graças a Deus pelos “sete mil” que não se curvaram à idolatria política.
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