MINHA SAÍDA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL
No final da tarde de ontem, encaminhei ao presbitério ao qual pertenço meu pedido de exoneração do cargo de pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Nessa denominação protestante, tornei-me cristão, fui batizado e ordenado ao sagrado ministério. Nela, conheci minha esposa, batizei meu pai, irmãos e filhos e testemunhei o saudoso reverendo Antonio Elias batizar minha querida mãe, levada a Cristo por mim, pela graça divina.
À IPB servi, sem interrupção, durante 41 anos. Jamais tirei ano sabático. Com clamor, lágrimas e transparência preguei do púlpito presbiteriano todo o conselho de Deus. O Espírito Santo é testemunha das horas passadas trancado dentro de quarto a fim de, com santo temor, buscar a melhor compreensão possível do sentido das Escrituras.
Pela graça divina, jamais passei por alguma espécie de disciplina eclesiástica como resultado de deslize moral ou desvio doutrinário. A graça tem perseverado em me guardar de mim mesmo.
Continuo cristão reformado. Profundamente alinhado ao pensamento dos reformadores e confissões de fé calvinistas.
Não passa pela minha cabeça deixar de pregar o evangelho. Continuarei oferecendo a Deus tudo o que tenho e sou de modo a levar pessoas a Cristo, trazer os valores do cristianismo para a sociedade e ajudar meus irmãos na fé a conhecer a beleza das suas próprias crenças. Essa é a missão principal da minha existência.
“Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. At 20:24
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