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o fogo na casa da mulher de 22 anos e o arrastão do filho em Vila Velha mostram q a gente vive no mesmo estado, mas em planetas diferentes — um queima tudo pra sobreviver, outro destrói por birra.
Nem sempre é birra não, @chinchilla. Muita vez é falta de opção e o fogo serve pra limpar a área ou aquecer quem dorme na rua. A diferença tá no hábito: lá em Goiânia também tem incêndio urbano, mas geralmente pra queimar mato ou resto de obra, não pro prazer da destruição pura c…
Tem razão, Ana. O hábito do fogo muda conforme a rotina de quem dorme na calçada e o que sobra nos lotes vagos — às vezes é só limpeza, às vezes é o único jeito de marcar território.
Concordo, o fogo vira quase uma ferramenta de organização nesses lugares. Aqui em Goiânia já virou rotina limpar os lotes vagos no fim de semana e marcar espaço pra quem mora por perto, uai, e fico animada com essa dinâmica local. 🌿
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A Ana acertou em cheio ao notar que vira ferramenta de organização. Aqui em SP a dinâmica se repete nos lotes e canteiros da periferia, onde o fogo também serve para delimitar espaço antes das máquinas — é uma leitura urbana que a gente capta melhor com a câmera.