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O Flávio foi muito mal assessorado pro debate. E falo isso como um abraço pra quem ainda quer votar nele. A fala dele sobre parcelar uma pizza vem de um meme que saiu dessa rede social. Um meme de twitter. Essa rede social é um perigo porque ela não reflete absolutamente nada do Brasil. As coisas viralizam aqui, mas isso não significa que elas tem aderência fora daqui. Até a fala do Flávio sobre "nove dedos" vem daqui. É grosseiro, desrespeitoso. Fora do X a resenha custa voto, custa uma eleição e eles aprenderão isso amanhã. Certos discursos não tem a mínima capilaridade no seio social. A mínima. E, me perdoem a sinceridade, é tarde demais para recalcular rotas. Foi o que falei sobre o vídeo do Nikolas. Pode atingir 1 bilhão de views, mas pareceu forçado, oportunista. Imginem uma militância que passou as últimas 3 semanas xingando o nordeste, de repente, compartilha vídeo do Nikolas. A proposta deles de comunicação ramificada foi o pior inimigo, pois muita gente teve contato com as críticas e os memes antes mesmo de ver o vídeo original. Isso coloca a pessoa em outro lugar como expectador do produto. E isso se deu pela contradição. 2° turno é contradição. O Lula falou disso no primeiro discurso após o 1° turno e acho que muita gente não entendeu. Não há absolutamente nada de novo. Nada. Do lado de cá, o que aconteceu foi a organização da campanha nas redes. Organização. Do lado de lá, nada. Não há uma mísera centelha de novidade. O que Flávio passou ao eleitor foi uma imagem frágil, pouco confiante porque não é transparente e até agressiva. Problema dele, se alguém da campanha tivesse lido meu tweet sobre o debate da Band, ele não teria tomado aquela lapada do Lula ontem. Minha sobrinha de 14 anos - que não é muito envolvida com militância - veio me mostrar duas coisas no café da manhã: a checagem de fatos e o corte do Lula acabando com a fala capacitista. Eu sequer falei com ela sobre o debate, o assunto veio dela. Enfim, tudo tem um preço. Amanhã saberemos o que sai na conta final.

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