Hoje no Brasil se um deputado ou vereador nomear 1 assessor parlamentar e o colocar para fazer a limpeza da casa dele ao invés de trabalhar na câmara, ele pode ser investigado por improbidade administrativa, sofrer cassação do mandato e ser investigado por peculato. Está correto haver punição por esse uso indevido do dinheiro público.
Porém, hoje no Brasil, se um deputado nomear 20 assessores parlamentares e colocar cada um deles para fazer um trabalho diferente de marketing pessoal do deputado, nada acontece. Podem montar o que é funcionalmente uma empresa de impulsionamento de suas redes sociais privadas pagando todos com dinheiro público, e fica por isso mesmo.
Faz sentido isso?
Entendo que não, e em algum momento precisaremos rever as regras de uso de dinheiro público para montar empresas de marketing pessoal. Seria bom o congresso discutir isso antes que os políticos-influencers sejam maioria na câmara, porque quando eles forem maioria será muito difícil fazer com que eles mesmos mudem essas regras. É questão de tempo.
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