O Despreparo Administrativo De Nossos Presidentes.
Essas duas fotos do Casal Obama e Trump mostram claramente que casais que assumem a Casa Branca estão em pânico.
Pânico porque percebem que estão totalmente despreparados para o cargo.
Nenhum leu “Presidencial Power” de Neustadt, nem “Mandate For Change” de Dwight Eisenhower, que eram leituras obrigatórias no meu MBA.
Nem “Decision Points”, de George Bush.
FHC até escreveu um livro: “O Presidente Acidental do Brasil”, onde ele se orgulha de ter caído de paraquedas no cargo.
Gente, acordem, Presidentes precisam ser preparados para os cargos que irão ocupar, e isso só ocorre na China.
Nas empresas administradas profissionalmente, a escolha para Presidente sempre se faz entre pessoas que estão já há muito tempo se preparando ao cargo.
Não é o caso da Tabata Amaral, Guilherme Boulos, Fernando Haddad e a Janja.
Normalmente, o futuro Presidente de uma empresa será escolhido um entre oito Diretores.
Todos sendo preparados para o cargo ao longo de 10 anos, o que não ocorreu com Trump, Obama nem Lula, Dilma, FHC nem ninguém.
O assustador é que 99% de nossos eleitores, jornalistas, cientistas políticos e próprios políticos não percebem o dano que esse despreparo causa à Democracia Representativa.
Até me criticaram por mostrar a incompetência declarada do candidato argentino.
Normalmente um presidente de uma grande empresa é escolhido, por um Conselho de Administração, o mais preparado de todos os Diretores.
Não é assim que escolhemos nossos Prefeitos, Governadores e Presidentes, muito menos nossos candidatos.
Uma Democracia Representativa significa votar para Vereadores, Deputados e Senadores, aqueles que irão nos representar politicamente, ideologicamente, sexualmente, vá lá.
E não administrar trilhões de ativos, bilhões de receitas, e bilhões de despesas.
Precisamos mudar nossa mentalidade democrática.
Para cargos executivos, não há uma única pessoa capaz de representar a todos, sua função é representar as mais modernas práticas de administração pública.
Portanto, esse critério “democrático” nem é possível, nem necessário.
Os políticos que escreveram nossa Constituição sequer consultaram um único professor administração, sequer pensaram como implantar a confusão que criaram.
Bolsonaro não consultou um administrador ou indicou um único administrador como Ministro, não constitui um conselho de administração para orientá-lo.
Eu por exemplo teria dito, como escrevi aqui, “Presidente, o senhor não é mais um capitão para lutar na linha de frente.
O Sr. é agora General, que precisa estar longe das batalhas, levando tiro todo dia pelas piadinhas e bobagens que fala.
Como General, sua única função é ficar calado, pensando, e sem dúvida agradecendo e motivando a tropa que deveria estar lutando por você, que o Sr. nunca fez”.
“Foi estupidamente para o front de batalha, levando tiro de tudo que é jeito. Nenhum de seus ministros lhe deu esse conselho ?”
Não.
O Executor é aquele que sabe implantar eficientemente as leis emanadas daqueles que de fato nos representam, o Legislativo.
Os membros do Executivo deveriam ser os mais competentes em administração, e não os mais competentes na capacidade de angariar voto.
Se tomamos tanto cuidado em eleger presidentes de empresas infinitamente menores, é até criminosa a forma que “não” escolhemos nossos membros do Executivo, e sequer percebamos que isso seja um problema urgente e nacional.
Precisamos escolher Presidentes que saibam atuar desde o primeiro dia.
Só vou adiantar que mais de oito países não elegem seus Presidentes, somente seus Legisladores.
E lembrar que Guilherme Boulos, Tabata Amaral, Fernando Haddad, Simone Tebet, Geraldo Alckmin e Janja estão pensando em se candidatar.
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