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Coitado Dos Nossos Netos Um manifesto de indignação silenciosa de nossos netos. Nossos netos serão os primeiros brasileiros a herdar dívidas colossais, não patrimônio. Não receberão fazendas, imóveis, empresas mas sim precatórios, déficits, rombos atuariais e obrigações impagáveis. Enquanto a geração dos Baby Boomers se orgulhava de sua “preocupação social”, esqueceu-se do essencial: crescimento, produtividade e sustentabilidade fiscal. Distribuímos o que não tínhamos, dividimos nossa renda sem multiplicá-la, fizemos “inclusão” com déficit e agora deixamos a conta para os netos. Eles herdarão R$ 302 trilhões em dívidas até 2100. Isso equivale a mais de 30 vezes o PIB atual, ou cerca de R$ 1,5 milhão por neto brasileiro. Estes são os legados que estamos impondo às futuras gerações: •R$ 140 trilhões em déficits previdenciários até 2100 — dívida silenciosa ignorada por quase todos os Ministros da Fazenda. Estimativas mais pessimistas apontam R$ 25 trilhões de déficit só em 2100. •R$ 70 trilhões em custos crescentes com saúde pública. O envelhecimento da população tornará o SUS insustentável como o conhecemos hoje. •R$ 20 trilhões de dívida pública o dobro da atual, e crescendo. •R$ 18 trilhões em juros pagos nas próximas duas décadas, se os atuais 9% de juros reais persistirem. •R$ 45 trilhões em passivos com funcionalismo público, que gozam de estabilidade e reajustes automáticos. Serão mais de 30 anos de salários a pagar, contratados no passado, inescapáveis no futuro Esses valores tem margens de erros, mas isso nada muda. Calote a vista. Nenhum governo teve coragem de enfrentar esse tsunami silencioso. Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro foram os unicos a reduzir dívidas. Ambos foram malvistos, justamente por tentarem fazer o mínimo. Enquanto isso, governantes populares gastaram com o presente e comprometeram o futuro. Vendemos alívio momentâneo em troca de colapso inevitável. Nossos netos não terão Estado de Bem-Estar. Não terão aposentadoria digna. Não terão sistema de saúde funcional. Não terão investimento público porque todo o orçamento estará comprometido com dívidas do passado. E o mais trágico: nós Baby Boomers sabíamos. E não fizemos nada.

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