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Vale ler. “Reeleger Lula é impedir que planos ditatoriais avancem sob o manto do sufrágio.” O que separou Flávio de Lula, equivale a menos de um décimo dos mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. “E não é pouco o que está em jogo. Sempre que a extrema direita dispõe de força eleitoral real, a eleição deixa de ser uma escolha entre a continuidade ou a alternância de um grupo no poder — é a própria democracia que entra em xeque. Não se trata de exagero retórico: o candidato e dirigentes do PL já anunciaram, sem rodeios, que a anistia aos condenados pela trama golpista que desaguou na intentona de 8 de janeiro de 2023 será prioridade. É difícil não ler nisso o marco zero de uma escalada autoritária desavergonhada, agora revestida da legitimidade das urnas. Convém, porém, não confundir as tarefas. Reeleger Lula é impedir que planos ditatoriais avancem sob o manto do sufrágio. Derrotar o bolsonarismo exigirá um combate mais longo, pela hegemonia e contra suas organizações. A primeira tarefa é condição da segunda; é na primeira que cabe concentrar agora nossas atenções." jornalggn.com.br/opiniao/a-virada-vem-de-b...
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