A atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi fundamental na resistência aos desmandos golpistas e autoritários que marcaram nossa história. A entidade não se calou diante do arbítrio: defendeu o Estado de Direito, as liberdades democráticas e a dignidade humana. Prova disso é que, em 27 de agosto de 1980, a sede da OAB/RJ, no Rio de Janeiro, foi alvo de um atentado a bomba. O crime matou Lyda Monteiro da Silva, 59 anos, funcionária que trabalhava ali desde a adolescência. Sua morte, longe de intimidar a OAB, reforçou a luta contra a barbárie e em defesa da democracia.
"Eram 13h40 quando uma explosão rompeu a serenidade daquela quarta-feira na Casa do Advogado, na Avenida Marechal Câmara, no Centro do Rio, destruindo duas salas e espalhando fumaça pelo quarto andar do prédio onde funcionava a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao chegar no local do estrondo, o médico Valdemar Pinto Duarte Júnior, que estava nas dependências, arregalou os olhos quando viu Lyda Monteiro sentada em sua cadeira, coberta por ferimentos. Seu braço direito estava dilacerado. Enquanto Duarte Júnior prestava os primeiros socorros, a vítima, uma senhora de 59 anos que trabalhava na Ordem desde a adolescência e ocupava o cargo de diretora da secretaria, disse com a voz enfraquecida, mas com todas as letras: "Foi uma bomba".
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