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São Gonçalo, RJ
Capelinha, MG
Essas foram as cidades pelas quais passei (algumas mais de uma vez) durante a cobertura eleitoral. Segui de perto a campanha do candidato Flávio Bolsonaro, mas também cobri diversos atos dos candidatos Lula e Renan Santos.
Foram mais de 60 dias nessa pegada. Eu, uma mala e o Brasil. Para um jornalista foi extremamente educativo. Principalmente pra confirmar que não poderia haver distância maior entre a realidade dos políticos em Brasília e a vida do cidadão comum em vários rincões nacionais.
Obvio que uma cobertura nessa intensidade tem um custo (pessoal, inclusive). Mas, com ou sem respostas para algumas perguntas - e com pouquíssimas propostas - acabou.
Luiz Inácio Lula da Silva está reeleito. Cobri os últimos atos de campanha dele no RJ no 1º e 2º turno. Vi uma diferença de engajamento nas ruas gigante entre esses dois atos. E ela apareceu nas urnas.
Também há um Brasil de gente que não se sente representado pelo projeto petista de país. E outro mar de brasileiros que nega simultaneamente os projetos de Lula e do Clã Bolsonaro. A obrigação do presidente reeleito é governar para todos. E a obrigação da imprensa é seguir fiscalizando o governo eleito, que tem enormes desafios pela frente, vários deles causados por medidas tomadas às vésperas das eleições.
Ao eleitor, se você ficou satisfeito com o resultado de ontem: celebre, mas lembre que você votou em alguém, mas não é obrigado a concordar com tudo. Se você ficou insatisfeito com o resultado, saiba que há um Congresso eleito que fará oposição e que não há solução para o país fora da democracia.
Não briguem com seus próximos por causa de política. Se brigou, faça as pazes.
Cobrem-nos, não os endeusem.
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