Rodrigo Scarpa

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Rodrigo Scarpa

Rodrigo Scarpa

@RodrigoScarpa

O Vesgo do Pânico. 27 anos de Rádio, TV e Internet. Humorista, apresentador e AI Creator. Parcerias: [email protected]

www.scarpa360.comIngressou em maio de 2026
Segundo os relatórios liberados, o banqueiro tinha na agenda ministro do STF, o procurador-geral, o chefe da PF, senador e deputado de oposição, ex-ministro e presidente de partido. O Brasil brigou dez anos — e o único consenso dos dois lados era o Vorcaro.
Todo mundo de olho nos aeroportos depois do sigilo do Master. Faz sentido: o próprio Vorcaro foi preso em Guarulhos, subindo num jato pra Dubai. No caso Master, aeroporto não é rota de fuga — é sala de reunião.
O Fachin mandou abrir o cofre do caso Master — e a internet confundiu o ministro com o Jaiminho do Chaves. Diferença: o Jaiminho evitava a fadiga; o Fachin mandou entregar TUDO. Plantão da Noite. 🌙📬
Os ministros estão aconselhando a NÃO transmitir o plenário de terça, com medo de barraco ao vivo. A única audiência garantida da TV brasileira, e querem tirar do ar.
Terça o plenário decide se investiga o Xandão. Pela primeira vez na história, o STF vai julgar o assunto mais comentado do X. A audiência vai ser melhor que a da novela.
O Moraes marcou pronunciamento pras 11h e cancelou 56 minutos depois. O homem passou sete anos sem arquivar inquérito — a própria coletiva ele arquivou em uma hora.
O Faustão vai voltar à Globo depois de cinco anos. A televisão brasileira é igual novela das nove: todo mundo sai jurando que acabou, e volta na temporada seguinte. Bem-vindo de volta, patrão. O domingo estava muito silencioso.
Saiu a BTG/Nexus: Flávio 46, Lula 45 no segundo turno. Primeira vez que ele passa à frente. Empate técnico de novo. Só que de cabeça pra baixo. O país continua rachado no meio — só trocou o lado do sofá.
Faltam 25 dias pra eleição e eu já perdi três amigos de infância no grupo da escola. Na urna a gente vota uma vez. No WhatsApp é todo santo dia.
2004. Family Feud do Teleton: Pânico contra o cantor Daniel. A gente levou peruca, mascote e um Silvio reserva. O Daniel levou a educação. Ganhou a educação. De lavada.
Balanço do 7 de setembro: cada metade do país comemorou a independência... da outra metade. Amanhã volta tudo ao normal. Unidos de novo — no trânsito e na fila do café.
204 anos de independência e o Brasil conseguiu dividir até o feriado: desfile "discreto e sóbrio" em Brasília, ato na Paulista à tarde. O grito do Ipiranga hoje seria dois grupos de WhatsApp. E você silenciando os dois.
PLANTÃO DA NOITE 🌙 A semana do delete em dois minutos: o país empatou, o psiquiatra subiu, três canetadas, e todo mundo querendo apagar alguma coisa. Eleição se decide na urna. Se acharem a urna.
O presidente do STF disse que a meta é acabar com o inquérito das fake news. O inquérito tem SETE anos. Tem criança que nasceu junto com ele e já está na segunda série. O Supremo descobriu a tecla delete essa semana e não parou de apertar mais.
O procurador-geral pediu pra anular a apuração das mensagens do banqueiro Vorcaro. O detalhe, segundo as reportagens: o relatório também cita o próprio procurador. O homem que devia investigar o arquivo está dentro do arquivo.
2004, Teleton do SBT. A gente levou um Silvio de peruca — de crachá e tudo — pro palco do Silvio de verdade. Ele olhou pro próprio cover, gargalhou, e deixou o moço trabalhar. Patrão assim só existiu um. (E repara no meu crachá: VESCO. Começou bem.)
Pela primeira vez a Independência tem dois endereços: em Brasília, um desfile oficialmente "discreto e sóbrio"; na Paulista, ato às 15h. O 7 de setembro virou igual ao resto do país: dividido em dois grupos que não se falam.
A última Quaest: Lula 37, Flávio 30 — e o Cury pulou de 2% pra 10% em duas semanas. O homem respondeu "eu não sabia" pra tudo na sabatina e subiu oito pontos. É o único candidato que cresce ficando quieto. Se sumir até outubro, ganha no primeiro turno.
O cara é craque. Merece todos os aplausos — coisa rara no Brasil. 🇧🇷 Parabéns, André Mendonça, por fazer o que deve ser feito em uma democracia. Só toma cuidado agora: você será o alvo do sistema.
Semana passada o Flávio levou uma cola pra sabatina: "mudança", "futuro", "7/set". O 7/set saiu do papel: ato marcado na Paulista, com o Tarcísio do lado. Digam o que quiserem do candidato, mas a cola dele funciona.
A taxa das blusinhas voltou ao Congresso. De novo. A IA já dirige carro, e o Brasil ainda está decidindo o imposto da blusa de quarenta reais. A blusinha é eterna. O frete é que demora.
Dois ministros do STF quase saíram na mão por causa das mensagens de um banqueiro. Agora o caso vai a plenário em sessão pública. E o povo pedindo pay-per-view. 🥊
O Senado vota o fim da escala 6x1 na semana do esforço concentrado. O Congresso decidindo a sua jornada de trabalho na única semana em que faz a dele.
O Congresso começou o esforço concentrado: uma semana pra votar tudo que não votou o ano inteiro. Na pauta, o fim da 6x1 — o Senado decidindo se você trabalha menos na única semana do ano em que ele trabalha.
Um ministro, sozinho, desligou uma campanha presidencial: sem posts, sem debate, sem fundo. Multa de R$ 50 mil por post. A candidatura vale. Ele só não pode aparecer. Liberaram o jogador e proibiram ele de pisar no gramado.
Acabou a semana de sabatinas no JN. O balanço: Um contestou os dados ao vivo. Um reclamou da mesa examinadora. Um defendeu bomba atômica. Um não sabia de nada. Um levou cola. E o último prometeu cortar dez ministérios — criando dois. A bancada segue invicta.
Debate de 2014. No palco, confronto. Fora do palco, abraço. Perguntei sobre Belo Monte bem no meio disso. Quem assiste em casa vê o confronto. Quem está lá vê o abraço. Você lembra desse debate? 👇
Prometeu cortar até dez ministérios. Criou dois no mesmo programa, sem sair da cadeira. Depois convidou o Caiado — que está concorrendo contra ele — pra ocupar um. Ele ainda não tem um voto garantido, mas já tem ministro.
2014. Perguntei pro vice quem ia ganhar a eleição. Ele respondeu sem hesitar. Guarda a resposta e compara com o que veio depois. Em política, a frase envelhece mais rápido que o político. Você lembra dessa? 👇
2014. Fui perguntar sobre o Dirceu pra quem não queria falar do Dirceu. Repórter bom não é o que faz a pergunta certa. É o que faz a pergunta na hora errada. Você teria perguntado? 👇
Perguntaram do filho. Ele não sabia. Perguntaram da lobista. Nunca viu na vida. Perguntaram do INSS. Não tinha ideia. Presidente é o único emprego do mundo onde "eu não sabia" conta como resposta.
Terça, o Caiado disse que a sabatina não era uma mesa examinadora. Ontem o Flávio chegou com cola na mão. Estava escrito "mudança", "futuro" e "7/set". O pai dele fez igual na sabatina dele. Mesa examinadora não era. Virou.
Perguntei. Ele andou. Perguntei de novo. Ele andou mais rápido. Existe um ponto em que o silêncio vira resposta. Esse é o ponto. Você lembra dessa? 👇
2014. O desafio do balde de gelo bombando, e eu fui pedir pra presidente da República fazer. Pedi selfie também. Porque se é pra passar vergonha, passa completo. Repórter que não pede, não leva. Você lembra do desafio do balde? 👇
Foi dar entrevista e saiu com ficha corrida. Perguntaram do filho, da lobista, do INSS e do PowerPoint. Do chapéu, ninguém teve coragem. Aí ele perguntou: "e se investigarem o seu celular?" O Brasil inteiro fez a mesma cara.
Silvio Santos ou Chacrinha? Não vale os dois. Não vale "cada um no seu tempo". Escolhe um. O Silvio te dava dinheiro na mão. O Chacrinha te jogava bacalhau na cara. Domingo era de quem? Diz por quê. 👇
O Otário Eleitoral. Nosso quadro de eleição. A ideia era simples: perguntar pro eleitor o nome do candidato em quem ele tinha acabado de votar. Quase ninguém lembrava. Quase. Você lembraria? 👇
O cara propõe bomba atômica em rede nacional e o Brasil quer saber se ele é parecido com o João Canabrava. Eu amo esse país! (charge feita com IA)
Suzana Alves no auge da Tiazinha. E eu, com o cabelo que a época permitia. Repara na minha cara: é de quem ensaiou a semana inteira e na hora só conseguiu dizer "oi". Ela foi simpática. Eu fingi naturalidade e a foto entrega que não colou.
Segunda o Zema. Terça o Caiado. Quarta o Renan Santos, quinta o Lula, sexta o Flávio Bolsonaro e Sábado Cury. Seis candidatos, uma semana, a mesma bancada. 45 anos de vida e eu nunca vi candidato sair de uma dessas melhor do que entrou.
Perguntaram três vezes ao Caiado o que ele mexeria na Previdência. Na terceira ele respondeu: "nós não estamos aqui numa mesa examinadora". Vinte e dois anos correndo atrás de político com microfone na mão me ensinaram uma coisa: quando ele reclama da pergunta, é porque a pergun…
O frio tem os dias contados e o calor volta com força no Brasil essa semana. Brasileiro é o único povo que reclama do frio, reclama do calor, e passa o ano inteiro dizendo que o clima está maluco. O clima não está. A gente que é.
Um candidato ameaçou não entrar no debate porque os outros não entraram. Pensa na lógica: "se eles não vêm, eu também não venho." Isso não é campanha, é festa de aniversário de criança.
Eclipse lunar quase total de quinta pra sexta, visível no Brasil inteiro. Eu já sei como vai ser: olho pro céu, não vejo nada, e no dia seguinte vejo a foto de alguém no Instagram. Já perdi uns doze. Esse vai ser o treze.
A taxa das blusinhas volta pro Congresso essa semana. A cobrança está suspensa, mas os deputados precisam votar pra valer de vez. Todo país tem seu grande debate nacional. O nosso é sobre uma blusa de quarenta reais que demora dois meses pra chegar. E chega errada.