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Quem ainda não leu a carta do IBRE-FGV sobre supersalários no setor público, leia! Abaixo, alguns dos dados que mais me chamaram a atenção Depois, falo das soluções que a carta lista. Elas seriam necessariamente drásticas, dado o patamar sem paralelo internacional que o Brasil atingiu Supersalário no setor público é o maior problema do país? Claro que não. Mas é um problema óbvio, concentrado e relativamente fácil de resolver. Para completar, tira credibilidade das instituições: se os guardiões das leis não as respeitam, por que o cidadão deveria? - R$ 24,3 bilhões foram pagos acima do teto constitucional em 2025, beneficiando 67 mil servidores - O problema está fortemente concentrado nas carreiras jurídicas: magistratura, Ministério Público, advocacia pública e Defensoria. 48,6 mil pessoas dessas quatro carreiras receberam R$ 22,8 bilhões acima do teto - 94% de todo o excedente - O fenômeno está acelerando: o gasto extrateto de juízes e membros do MP passou de R$ 5,5 bilhões em 2022 para R$ 11,1 bilhões em 2024 e R$ 17,5 bilhões em 2025 - O extrateto brasileiro chega a pelo menos US$ 8 bilhões em PPC, contra US$ 4,2 milhões ou menos em países como França, Itália, Colômbia, Portugal e Alemanha. Uma diferença da ordem de 1.900 vezes - Ainda na comparação internacional, o Brasil aparece como um ponto completamente fora da curva: a remuneração mediana da magistratura brasileira equivale a 48 vezes a renda mediana nacional. Nos EUA, o máximo é 6 vezes; em Portugal e na Alemanha, 4 vezes - Os 25% mais bem pagos da magistratura brasileira, cerca de 5 mil pessoas, recebem, somados, mais do que 53 mil magistrados dos outros dez países analisados juntos - Dados da RAIS entre 2006 e 2023 mostram que a desigualdade salarial interna do setor público estatutário passou a superar a do mercado formal privado, invertendo o padrão histórico do funcionalismo como espaço relativamente isonômico

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