A maioria da população já percebeu o que está acontecendo na cúpula do Judiciário. Uma nova pesquisa revela que 51% dos eleitores acreditam que as decisões do STF são guiadas por interesses próprios, e não pela Constituição.
Esse descrédito não surge do nada. Ele é o reflexo direto de escândalos como o Caso Master. A sociedade assiste, indignada, à revelação de que o ministro Alexandre de Moraes mantinha proximidade e editava contratos para um banqueiro investigado. E o pior: quando as provas vêm à tona, a reação do magistrado é usar a estrutura da Corte para perseguir quem investiga e tentar abafar o caso.
Um sistema que atua para blindar os seus próprios membros perde a legitimidade. A responsabilização de Alexandre de Moraes não é apenas uma questão legal, mas uma exigência urgente para que o Brasil volte a confiar na Justiça. A impunidade não pode ser a regra no Supremo.
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