A pressão institucional atinge um nível inédito. Em menos de 24 horas, três dos principais jornais do país publicaram editoriais pedindo a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
No editorial "Moraes tem de sair do Supremo", o Estadão afirma que o ministro "não tem mais condições" de seguir no cargo e deveria pedir exoneração. O jornal cita revelações de que Moraes ajudou a elaborar o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua própria mulher, além de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro — preso ao tentar fugir do Brasil — discutindo detalhes de operações sigilosas e pedindo ao ministro que interferisse no andamento de investigações.
A Folha de S. Paulo foi na mesma linha: no editorial "A Moraes cabe a renúncia", o jornal diz não haver "mais lugar" para o ministro na Corte e defende a renúncia como a saída "mais digna e rápida". Caso Moraes não deixe o cargo por conta própria, a Folha cobra que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dê andamento aos pedidos de impeachment já protocolados. Já a Gazeta do Povo foi além dos dois: o jornal defendeu diretamente o próprio impeachment do ministro.
Não estamos falando de divergência jurídica ou embate ideológico. São três veículos com linhas editoriais distintas chegando à mesma conclusão diante de suspeitas graves de uso do aparato estatal para proteger interesses privados. O Ranking dos Políticos defende que a blindagem acabou: nenhuma autoridade é intocável. Se o Senado não pautar o impeachment diante de evidências dessa gravidade, será cúmplice do desmonte moral das nossas instituições.
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