O jurista Joaquim Falcão, membro da Academia Brasileira de Letras, analisou o recente pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. Em entrevista à BBC News Brasil, Falcão apontou que a medida não possui base legal e a classificou como uma reação de desespero.
Segundo o especialista, a estratégia tenta construir uma falsa equivalência de condutas. A análise demonstra que Moraes, exposto por mensagens e edições de contratos com um investigado no caso do Banco Master, tenta igualar a sua situação ao ato de Mendonça, que, na condição de relator, apenas retirou o sigilo dos relatórios da Polícia Federal para garantir transparência.
A declaração de Falcão reflete o alerta de juristas sobre o risco do uso de inquéritos do Supremo Tribunal Federal como instrumento para disputas e retaliações internas.
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