O problema é um só: dificuldade crônica em separar o que é público do que é privado.
Não é sobre gostar ou não da deputada. Não é sobre ser de esquerda ou de direita.
Não é sobre LGBTfobia, transfobia ou “perseguição”.
É sobre limite constitucional.
Cargo público não é extensão da vaidade pessoal. Verba pública não é orçamento de camarim.
Gabinete não é backstage.
A estrutura do Estado existe para o interesse coletivo, não para a promoção estética de ninguém , por mais carismática, lacradora ou engajada que seja.
A Constituição Federal, no art. 37, é cristalina:
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.”
Maquiagem, escova e produção pessoal não fazem parte do escopo legal da função pública.
O que está sendo discutido aqui não é se ela pode se maquiar.
É com que dinheiro, em que horário, e com que estrutura.
Porque isso, sim, é assunto de fiscalização pública.
Quem não consegue separar a coisa pública da privada,
acaba tratando o mandato como palco, a assessoria como staff de celebridade, e o dinheiro do povo como extensão do próprio espelho.
Thread
Nenhum Voo ainda