Flávio Dino não deixou pedra sobre pedra na decisão de André Mendonça e apontou uma série de vícios:
O primeiro é que o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento, pois partidos políticos não são partes no processo penal e o CPP reserva o requerimento de cautelares à autoridade policial, ao Ministério Público ou às partes legitimadas.
Nas palavras de Dino, esse vício “macula integralmente” a ordem. Dino também destacou que o Novo tem candidato à Presidência em plena campanha eleitoral, que Mendonça é parte interessada na controvérsia envolvendo os relatórios da PF e não deveria decidir individualmente sobre ela. E ainda que o presidente do STF, Edson Fachin, já havia submetido a questão ao Plenário, instância que Dino considera competente para resolver o conflito.
Por fim, ressaltou que Andrei apenas cumpriu determinações judiciais e que afastar a cúpula e paralisar a Inteligência da PF cria “risco real e imediato” para investigações em andamento.
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