Passava das 22h quando Edson Fachin pediu que André Mendonça levantasse o sigilo do inquérito do Banco Master. Setores da esquerda comemoraram rapidamente e gritaram nas redes sobre "quebra de sigilo total". Várias manchetes na imprensa também deram essa impressão. Mas em seu despacho, Fachin falava sobre "preservar o sigilo de diligências consideradas imprescindíveis". Ou seja, na prática ele deixou Mendonça com margem para decidir o que seria tornado público.
Mendonça continuou como árbitro do que poderia vir a público e abriu 14 procedimentos. Ficaram preservados justamente materiais de algumas das frentes politicamente mais explosivas do escândalo. As documentações sobre 'Dark Horse' e as relações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro e entre Vorcaro e Cláudio Castro (PL) permaneceram em sigilo.
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