Para entender a volta das Ilhas Malvinas ao noticiário:
1. Ontem, o presidente da Argentina, Javier Milei, acompanhado por seus ministros e em cadeia nacional, fez um pronunciamento no qual reafirmou que “as Malvinas são argentinas por história e por direito. Não há discussão a respeito”.
2. Milei anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei para endurecer as sanções contra empresas envolvidas na exploração de petróleo nas Malvinas sem autorização argentina. As medidas poderão alcançar também acionistas, diretores e fornecedores envolvidos nessas atividades.
3. O presidente argentino também anunciou mais recursos para acelerar a construção da Base Naval Integrada de Ushuaia, na Terra do Fogo. O projeto, iniciado anteriormente, é considerado por Milei fundamental para transformar a Argentina no “polo logístico mais importante do Atlântico Sul”.
4. O anúncio ocorre poucos dias depois de Donald Trump sinalizar que os EUA poderiam rever sua posição sobre as Malvinas. Questionado se Washington estava reavaliando sua posição, o presidente norte-americano respondeu que “sempre revisa todas as posições”. Até agora, porém, não houve qualquer mudança formal na política dos EUA, que mantém neutralidade quanto à disputa de soberania, embora reconheça a administração britânica das ilhas.
5. Milei também traz as Malvinas novamente ao centro do debate político em um momento de elevada desaprovação de seu governo e de dificuldades econômicas enfrentadas por uma parcela significativa da população argentina.
6. Em resposta, o Reino Unido reafirmou que as ilhas permanecerão britânicas enquanto essa for a vontade de seus habitantes. Questionado sobre a capacidade britânica de defendê-las, um porta-voz do governo afirmou que as Forças Armadas protegem o Reino Unido “24 horas por dia, sete dias por semana”.
RELEMBRE: em 1982, forças argentinas invadiram e ocuparam as Ilhas Malvinas, desencadeando uma guerra de 74 dias. Uma força-tarefa britânica foi enviada ao Atlântico Sul e retomou o arquipélago.
O conflito terminou com a derrota argentina e deixou 649 militares argentinos, 255 militares britânicos e 3 habitantes das ilhas mortos.
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