Malvinas: pressão argentina sobre empresas gera atrito com os EUA
1⃣ O governo do presidente Milei, na Argentina, enviou no último dia 17 de setembro, ao Congresso do país, um projeto de lei denominado "Lei de Defesa da Soberania Nacional".
2⃣ Foi uma reação ao início da exploração offshore de petróleo do campo Sea Lion, na plataforma continental reivindicada pela Argentina, mas ocupada pelo Reino Unido como projeção das Ilhas Malvinas.
3⃣ A lei proposta estabelece penalidades para "qualquer pessoa — seja pessoa jurídica ou física, nacional ou estrangeira — que participe, direta ou indiretamente, de atividades petrolíferas na plataforma continental argentina sem autorização do governo do país. Os afetados incluem não apenas as empresas que realizam as operações, mas também fornecedores de insumos e serviços, subcontratados, consultores, transportadores, comerciantes e instituições financeiras.
4⃣ Acontece que o governo de Trump, principal aliado do presidente Milei, está pressionando o presidente argentino a modificar a lei para que ela não afete empresas norte-americanas.
5⃣ Uma armadilha para Milei.
6⃣ Ceder à pressão dos EUA traria um custo político alto, afinal, significaria ceder em um tema muito caro ao nacionalismo argentino — a questão das Malvinas — e que foi elevado a um assunto prioritário no discurso de Milei nos últimos meses.
7⃣Não ceder significaria criar uma crise no relacionamento com os EUA, algo até aqui impensável, tendo em vista o profundo alinhamento da política externa argentina com os EUA, algo de grande importância para o governo Milei.
8⃣ Buenos Aires tentou criar uma dificuldade econômica para os interessados em explorar economicamente as Malvinas em um instrumento de pressão para negociar a posse sobre as ilhas. Entretanto, a maior resistência à sua estratégia vem justamente de Washington, atualmente seu maior aliado.
Thread
Nenhum Voo ainda