Antes que o próximo lance do grande jogo se dê, na forma da entrevista do Tariflávio ao JN, daqui a pouco, vou revelar, se a alguém possa interessar, a aflição que anda me desequilibrando.
No ritmo e no balanço que as coisas andam, a cada dia aumenta em mim a impressão, quase certeza de que o pleito presidencial se resolverá ainda no primeiro turno, dia 04 de outubro, e que isso não é notícia alvissareira para a candidatura do companheiro Lula.
E porque? Permanecendo o empate técnico, já monótono, entre as duas chapas primeiras colocadas, o latejar pelo voto útil ganhará força. É da economia do jogo. Então, Lula poderá pagar o preço por ter unido, em torno de sua chapa, todo o universo progressista de partidos e movimentos.
Já, nessa eventualidade, o 01 será atração mais natural, gravitacional, da direita frustrada das candidaturas de Caiado, Zema e até do psiquiatra da auto-ajuda cujo nome me escapa, e poderá fechar a boquinha do jacaré. As siglas restantes, todas micro, e pouco tendentes a fazer deslocamentos para apoio, não se somariam a Lula.
Ou seja, a ter algum sentido o que exponho, cabe a nós buscar uma vitória expressiva, e necessariamente de primeiro turno. Para o Tariflávio, é duro percebermos, a vida é mais mansa, com o conforto de alternativas. Se, visto de hoje, o embate vai a segundo turno, a possibilidade dele faturar a eleição, aglutinando o antilulismo, é muito grande.
Só não me permito esquecer que no outro corner está o singular lutador político, Lula, e que dele, quando tudo parece perdido, de seus pulsos octogenários novos golpes podem brotar. E dois socos bem colocados no Centrão podem levar a um polêmico nocaute.
Thread
Nenhum Voo ainda