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A sobrecarga de imagens sobre a guerra entre Israel e os palestinos acabam por entorpecer e brutalizar nossos sentidos e sentimentos, naturalizando parcialmente a tragédia cotidiana, e infinda, em Gaza. Mas um relato que ouvi moeu meu coração, apagou meu ânimo, e estraçalharia minha fé, se dela algo houvesse sobrado. Um voluntário em Gaza dizia que o corre-corre de socorro é terrível, torturante. No entanto, disse, nenhuma dor se assemelha às noites nos bairros destruídos. Sem luz, nem energia, a noite se enche de choros, gritos de dor e pedidos de socorro vindos dos escombros das construções bombardeadas sem cessar. Os gritos das crianças se destacam, e aos voluntários só resta sentar por ali, e chorar. Até que outro dia acenda, e a esperança de encontrar alguém com vida seja obrigada a seguir adiante. Não penso em taras e poderes bélicos, mas o Estado Nazifascista de Israel há de desaparecer sob os escombros morais e históricos de sua ação de terrorismo estatal. Então, creio nisso, os judeus israelenses não fascistas poderão conviver em paz com o povo palestino. E as mágoas de uns e outros contarão com o tempo para construir uma nova era.

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