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Diziam que Flávio era o filho de Bolsonaro que sabia negociar nos bastidores, mas o processo de escolha do vice foi uma sequência de trapalhadas. Ele queria uma vice mulher filiada a um partido forte. O plano era Ana Amélia, em quem Flávio insistiu até o último momento, mas o partido dela (PP) sentiu o cheiro do fracasso e não quis embarcar. É claro que o suposto habilidoso tinha uma carta na manga: uma ex assessora de Paulo Guedes com quem ele tem boa relação pessoal. O problema é que ela virou o prazo filiada ao Republicanos. Flávio não imaginou que teria dificuldade pra obter apoio do partido de Tarcísio. No fim das contas, Flávio tomou um fora dos dois partidos e teve que escolher como vice o deputado Alfredo Gaspar, que é do próprio PL e sequer está entre os mais importantes do partido. Alfredo é de Alagoas, um dos menores estados da Federação, e teve apenas 100 mil votos na última eleição, que foi a melhor da carreira dele. Depois de tanto esperar pelo nome perfeito, Flávio se viu em cima do prazo e agora começa a campanha exalando um distinto cheirinho de fracasso.

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