Renan Santos tem feito vídeos desmentindo a narrativa de que votar nele é ajudar Lula. De fato, pelas regras eleitorais, votar num terceiro candidato atrapalha simultaneamente os planos de Flávio e Lula.
Na prática, a teoria é outra. Essa lógica ignora um detalhe: se a disputa pela segunda colocação ficar acirrada, os envolvidos vão trocar ataques enquanto Lula fica quieto, só olhando. É o sonho de Lula e o caminho mais curto para uma vitória em primeiro turno.
A gente já viu coisa parecida em muitas eleições. Enquanto Brizola atacava Lula em 1989, Collor consolidou a própria liderança. Pablo Marçal não foi pro segundo turno, mas desgastou a imagem de Boulos e colocou o antipetismo no centro da última eleição paulistana.
Convenhamos, o objetivo de Renan não é se eleger, e sim disputar a liderança da direita contra os Bolsonaro. É praticamente impossível fazer isso sem ajudar Lula no processo.
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