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Não foi uma simples troca de comando. O afastamento da cúpula da Polícia Federal atingiu o coração das investigações. Segundo Flávio Dino, a decisão de André Mendonça paralisou a produção de relatórios de inteligência da PF, prejudicou procedimentos urgentes e tinha potencial para causar “danos irreparáveis” a investigações em andamento. Dino foi ainda mais duro: afirmou que divergências com a Polícia Federal não podem servir de fundamento para uma decisão “em causa própria” capaz de paralisar investigações e trabalhos policiais. É esse o tamanho do que aconteceu. Andrei Rodrigues e Leandro Almada não foram reintegrados por uma disputa pessoal entre ministros. Foram reintegrados porque o afastamento desorganizava a Polícia Federal, interrompia atividades de inteligência e colocava apurações urgentes em risco. Tentaram colocar a Polícia Federal no banco dos réus. O resultado foi uma medida que ameaçava justamente aquilo que a PF existe para fazer: investigar. E quando uma decisão começa a paralisar investigação, atrasar diligência e desmontar a estrutura de quem investiga, a pergunta é inevitável: quem ganha com uma Polícia Federal impedida de trabalhar? A resposta do Estado precisa ser uma só: A PF não será paralisada. A PF não será intimidada. A PF não será impedida de investigar. Sem blindagem. Sem interferência. Sem investigação seletiva. Investigue-se tudo. Investiguem-se todos. Doa a quem doer.

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