Thread

Enquanto o setor privado une esforços para ajudar o Rio Grande do Sul por todos os modos possíveis, enquanto a sociedade o faz desde a primeira hora sob o comando da emoção e da razão, o Estado obedece a uma modorrenta e insensível cadeia de comando. Último exemplo dentre tantos: se todos os deputados gaúchos tivessem votado com a proposta do deputado Marcel Van Hattem, que perdoava as três próximas parcelas da dívida do Estado, o Rio Grande do Sul teria um benefício de 11 bilhões, adicionais aos juros da postergação. Mas o governo orientou seus escudeiros a votarem contra. O placar foi de 215 votos a favor e 226 contra. Creia: entre estes, sete da bancada gaúcha! Se perdoada e integralidade da dívida, proposta original, o benefício seria de 100 bilhões. No mesmo dia, numa solenidade com ruidosa manifestação política da plateia, o Planalto nomeou um fiel escudeiro como ministro para a reconstrução do Rio Grande, unidade da Federação que até segunda ordem ainda tem governador... Um fato em busca de sua narrativa. Zero Hora, sem constrangimento, providenciou uma. A edição de hoje desqualifica a proposta que beneficiaria o Estado e garante que dos 31 deputados federais gaúchos apenas sete estavam certos. E todos sabem em que banda eles tocam.

Nenhum Voo ainda