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"A vara cível de Brasília condenou um ex-servidor do INSS a pagar uma indenização de 30 mil reais por danos morais depois de ofender o Gilmar Mendes. Ouvindo essa notícia você pergunta: o que esse cidadão fez? Atirou uma garrafa na cabeça do ministro? Vejam vocês. Na ocasião, o homem afirmou que o decano era uma 'vergonha para o Brasil'. Gilmar Mendes entrou com uma ação criminal solicitando investigação e afirmando que as ofensas foram dirigidas não só contra ele, mas contra o judiciário brasileiro. A juíza falou que o ex-servidor ultrapassou o limite da liberdade de expressão porque ele feriu a privacidade, intimidade e a honra de Gilmar. Vejam só o caráter Kafkiano do processo... Para os democratas liberais, quando Deus entregou as tábuas dos 10 mandamentos para Moisés, o primeiro mandamento não era 'não matarás', mas que a liberdade de expressão não era absoluta. E como já falamos: quando ela não é absoluta, ela não existe. O cidadão encontrou uma autoridade pública, em um local público, e falou que ele é uma vergonha para o país. Não pode mais falar isso. Se você não pode falar isso, não pode falar nada. O que é que você vai falar que será considerado legítima expressão do direito? Ele não utilizou palavras de baixo calão e nem revelou algo da vida privada do cidadão - ainda assim, coisas que teria direito de fazer. Ele é autoridade pública, ou seja, está passível de ser criticado. A sentença da juíza deixa claro que não pode criticar o STF, pois ela falou exatamente assim: 'a crítica era para verbalizar sua indignação e expor publicamente o juiz'. Não pode ficar indignado, então? E se ficar não pode verbalizar? Esse é o resultado da campanha contra a liberdade de expressão feita sobretudo pela esquerda. Também pela Rede Globo e pelos grandes jornais. Não tem nada a ver com fascismo ou fake news. É uma ditadura. Por exemplo: eu estou dizendo que a sentença da juíza é uma ditadura, mas vê um juiz maluco esse vídeo e me processa. Não posso falar mais nada. Esse é um problema sério. Vejam que esse caso é do arco da velha. A juíza achou ruim que o diálogo foi divulgado na internet. E daí? Eu tenho o direito de escrever que o STF é uma vergonha nacional e eu acho, assim como ele, que é uma vergonha nacional. Eu tenho que achar que o STF é uma instituição sagrada? Se você quiser criticar Buda, Maomé e Jesus Cristo com as piores palavras, você pode. Mas as instituições públicas brasileiras não! Elas estão acima de Deus."

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