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Sobre o caso Daniel Alves, Rui comenta: Daniel Alves foi acusado de estupro. Na época, a única prova que havia era a acusação da mulher. O caso visivelmente não tinha absolutamente nenhuma evidência concreta. Desde então, afirmamos que o caso deveria ser julgado cuidadosamente, garantindo ao acusado o direito à ampla defesa. No entanto, os autoritários de plantão, principalmente da esquerda, disseram que não — que ele deveria ser condenado imediatamente e, se possível, jogado na cadeia sem julgamento e sem direito à defesa. Ele ficou 14 meses preso e saiu pagando uma fiança de 1 milhão de reais. O debate da esquerda "chave de cadeia" girou em torno de supostos privilégios de um milionário. Mas explicamos que não era privilégio algum, e sim um direito garantido pela lei, sendo a fiança determinada pelo juiz conforme as posses do réu. Ainda assim, não concordaram e queriam que ele continuasse preso sem possibilidade de fiança. Agora, o caso foi para a segunda instância, e os juízes, por unanimidade, concluíram que não havia provas contra ele. Isso mostra como a política identitária levou uma parte da esquerda a uma rota totalmente equivocada. E agora? Responder ao processo em liberdade também é um direito. Se alguém não é condenado, não pode ficar preso. Agora que o tribunal decidiu que ele é inocente, quem paga pelo prejuízo? E a esquerda "chave de cadeia", que queria mantê-lo preso mesmo sem provas? Esse caso é um retrato de como a esquerda adotou uma política totalmente fascista. Antes, esse tipo de argumentação era típica da direita e da extrema-direita: "bandido bom é bandido morto", "tem que botar todo mundo na cadeia". No fundo, é sempre uma desculpa para suprimir os direitos do cidadão diante do Estado. Ou seja, quando seus interesses são ameaçados, essa esquerda age exatamente como a direita.

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