Fala de ministro em cerimônia oficial deveria soar como compromisso com a lei, não como discurso de campanha. Foi essa a estranheza que ficou de um pronunciamento recente no TSE, justamente em meio à crise gerada pelas mensagens que revelaram proximidade entre um ministro do Supremo e o ex-controlador do Banco Master.
Juiz não pede confiança do povo. Juiz conquista credibilidade cumprindo a Constituição, sem escolher lado, sem fazer média com plateia nenhuma. Confiança política se deposita na urna, não na toga.
Instituição forte se mede pela imparcialidade demonstrada, não pelo discurso emocionado no microfone. O Brasil merece esse padrão dos dois lados da mesa.
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