Quando o incentivo fiscal é usado para fortalecer uma indústria estratégica, gerar empregos e movimentar a economia, ele deixa de ser “privilégio” e passa a ser política de desenvolvimento.
É justamente essa discussão que o caso de Trump coloca na mesa ao defender incentivos para o cinema e a televisão nos Estados Unidos.
No Brasil, a Lei Rouanet costuma ser tratada por parte do debate político como sinônimo de desperdício ou privilégio. Mas a discussão séria deveria ser outra. Quais projetos recebem incentivo? Qual o retorno econômico? Quantos empregos são gerados? Quanto a cadeia cultural movimenta?
Ideologia não pode substituir análise.
Se incentivo à cultura pode ser uma ferramenta de desenvolvimento nos Estados Unidos, vale discutir com a mesma seriedade quando acontece no Brasil.
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