A política também se revela na forma como cada governo reage quando uma decisão do Supremo contraria seus interesses.
No caso discutido neste vídeo, o ponto central não é gostar ou não de Lula, de Bolsonaro, de Flávio Dino ou de André Mendonça. É entender que decisões judiciais também podem e devem ser questionadas pelos instrumentos previstos na Constituição.
O governo Lula acionou a AGU, apresentou sua contestação e levou a discussão para dentro das instituições.
É justamente aí que está a diferença entre reclamar das “quatro linhas” e efetivamente jogar dentro delas.
Instituições fortes não significam ausência de conflito. Significam que o conflito acontece pelos caminhos previstos na lei.
Gostar ou não do resultado é outra discussão. Respeitar as regras do jogo é uma obrigação de qualquer governo.
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