É gravíssima a canetada de André Mendonça para afastar Andrei Rodrigues do comando da PF e Leandro Almada da direção de Inteligência Policial.
Em meio às investigações do Banco Master e a menos de um mês da eleição, Mendonça joga gasolina numa crise institucional gravíssima.
Foi a PF que desmontou os esquemas do banco de Vorcaro. Agora, quando a investigação começa a chegar perto demais dos poderosos, a resposta não pode ser cortar a cabeça de quem investiga, enquanto o inquérito Dark Horse, que está nas mãos de Mendonça e envolve Flávio “Bolsomaster”, segue parado no STF.
E é impossível ignorar o histórico. Sergio Moro deixou o governo acusando Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF. Na famosa reunião ministerial, Bolsonaro chegou a vincular mudanças na Polícia Federal à proteção de sua própria família. E quem Bolsonaro escolheu para substituir Moro no Ministério da Justiça? André Mendonça. O mesmo que depois levou ao STF.
A PF tem que seguir o dinheiro, abrir todas as portas e chegar a todos os envolvidos: DOA A QUEM DOER. Ministro do STF não pode usar a toga para colocar freio numa investigação desse tamanho.
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