O Brasil deu uma contribuição importante e concreta na COP17 da Desertificação para enfrentar um dos grandes desafios ambientais do nosso tempo. A entrega da LDN Brasil 2030 reforça o compromisso do país com o combate à degradação da terra e à desertificação e mostra que temos condições de transformar conhecimento e ciência em ação.
O documento propõe ações para proteger terras que ainda estão em boas condições, recuperar áreas degradadas e impedir que novas áreas entrem em processo de degradação. A meta envolve 367 milhões de hectares, cerca de 41% do território nacional, e será alcançada por meio de 17 submetas.
É um compromisso que ganha ainda mais importância diante da dimensão do problema. Segundo a UNCCD, 40% das terras do planeta estão degradadas. Em nosso território, a linha de base da LDN identificou 55,7 milhões de hectares em processo de degradação em 2020, o equivalente a 6,55% do território nacional.
Os efeitos da emergência climática tornam esse desafio ainda maior. As áreas classificadas como semiáridas aumentaram cerca de 75 mil km² desde o início do monitoramento climático, intensificando a aridez na Caatinga e avançando sobre o Cerrado.
Falar de desertificação é falar de água, produção agrícola, alimentos, biodiversidade, renda e qualidade de vida. É uma agenda urgente e um desafio nacional. Por isso, o trabalho realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com João Paulo Capobiano à frente, e a Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, liderada por Edel Moraes, foi fundamental para recolocar essa agenda no centro da política ambiental.
Acredito que uma meta construída com base na ciência, no diálogo e na participação social nos permite avançar de forma concreta no combate à degradação da terra e à desertificação.
Na COP17, também contribuímos para preservar temas estratégicos da Convenção, incorporar referências à bioeconomia e às tecnologias sociais e manter abertas negociações importantes sobre a seca e sobre o futuro da UNCCD.
Precisamos seguir trabalhando para recuperar o que foi degradado e impedir que novas áreas sejam perdidas. Em São Paulo, por exemplo, estudos apontam diferentes graus de suscetibilidade dos solos, erosão hídrica e processos de degradação. Meu compromisso no Senado será fiscalizar o cumprimento da meta e defender recursos para proteção do solo e águas de São Paulo.
A LDN Brasil 2030 é um compromisso para defender nossa biodiversidade, fortalecer a segurança de quem produz, de quem consome e enfrentar os efeitos da emergência climática.
Thread
Nenhum Voo ainda