Minha solidariedade à senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) diante das cenas inaceitáveis de hostilidade e intimidação ocorridas durante uma caminhada na Avenida Paulista, em ação puxada pelo vereador Lucas Pavanato (PL-SP).
A democracia é feita de divergências e convergências. O problema não está em discordar, mas em transformar a diferença de opinião em instrumento de constrangimento, intimidação e tentativa de silenciamento.
Nós, mulheres que estamos na política, quando assumimos posições que contrariam determinados interesses ou enfrentamos certos homens tóxicos, temos sido submetidas a uma crescente onda de hostilidade, constrangimentos públicos e tentativas de nos calar.
Isso tem nome: violência política de gênero.
Pode-se discordar de Mara, de mim ou de qualquer outra mulher na vida pública. O que não se pode aceitar é a postura perversa de promover uma espécie de linchamento político, buscando nos expulsar da cena pública pela força, pelo medo, pela humilhação ou pelo constrangimento.
E esse é um problema que ultrapassa campos ideológicos e partidários. Basta lembrar o que já ocorreu, recentemente, com mulheres de diferentes posições políticas, como eu, Damares Alves, Manuela D’Ávila, Janja e tantas outras que foram alvo de hostilidade e violência.
Democracia se faz com argumentos, respeito, liberdade e disposição para o diálogo. Nunca com intimidação, humilhação ou qualquer atitude própria da violência política de gênero.
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