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Enquanto, pela primeira vez em 14 anos, São Paulo perdeu a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), os motivos que levaram a essa queda revelam desafios que precisam ser enfrentados. O levantamento reúne pilares e indicadores que avaliam a capacidade de uma administração pública de planejar, gerir e entregar resultados. E os números mostram que há problemas concretos. São Paulo despencou 23 posições no indicador de Equilíbrio de Gênero na Remuneração Pública Estadual. Também perdeu posições em Equilíbrio de Gênero no Emprego Público Estadual, Qualidade da Informação Contábil e Fiscal e Eficiência da Máquina Pública. Uma máquina pública eficiente também precisa ser uma máquina pública com equidade, transparência, representatividade feminina e capacidade de gestão. O mesmo levantamento acende outro importante sinal de alerta, a solidez fiscal. O governo aumentou despesas, reduziu o espaço fiscal e utilizou reservas, sem ampliar os investimentos na mesma proporção. São Paulo tinha resultado positivo há quatro anos e hoje enfrenta o risco de um cenário deficitário. Esses resultados não acontecem por acaso. São consequência de escolhas de uma gestão que precisa reconhecer os erros e mudar os rumos. Para virar esse cenário, precisamos de planejamento, investimentos consistentes, equidade entre homens e mulheres e olhar para as capacidades do estado. Os serviços públicos devem ter qualidade para responder às necessidades da população. As parcerias com o setor privado podem ser uma ferramenta de gestão de alguns serviços públicos, mas elas não podem representar perda de qualidade e aumento de custos, como está acontecendo. Elas precisam fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento para melhorar a vida das pessoas.

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