Participei do Seminário sobre Governança e Modernização no Sul Global, na China, refletindo sobre as profundas transformações das forças produtivas na era digital.
A inteligência artificial, a digitalização e a transição energética estão redefinindo a produção, o trabalho e a distribuição do poder econômico e geopolítico mundial.
A emergência de uma ordem multipolar questiona a ideia de que existe um único caminho universal de modernidade, concebido pelo Norte Global e destinado a ser reproduzido pelas demais nações.
A questão central é a quem servem as novas forças produtivas? O avanço tecnológico deve estar a serviço da emancipação humana, da redução das desigualdades e da ampliação do bem-estar coletivo.
Em vez da concentração de riqueza, dados e poder. Mais do que disputar a tecnologia, precisamos disputar suas finalidades e o futuro que desejamos construir para a humanidade.
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