Pós graduação na era digital
O ensino de pós-graduação no Brasil foi concebido para uma sociedade urbano-industrial em formação, inicialmente como elite concentrada no Sul-Sudeste e em universidades públicas enquanto demanda do Estado desenvolvimentista.
Na atualidade da transição para a sociedade de serviços hiperconectada da era digital, constata-se uma importante reconfiguração do ensino de pós-graduação no país.
Nos últimos 8 anos, por exemplo houve expansão de quase 35% no doutorado proveniente do ensino privado e de 2.700% no mestrado profissional, com o EAD representando 28,4% do total dos mestrandos.
Em relação aos países da OCDE, que possuem 14,1% do total da população com mestrado e 1,3% com doutorado, o Brasil pode avançar ainda mais, pois possui somente 0,7% de sua população com mestrado e 0,3% com doutorado.
Apesar das mudanças nas políticas de pós-graduação voltadas a descentralização territorial, as diferenças regionais permanecem, com o Sudeste e Sul respondendo por mais de 70% dos programas e titulados.
No perfil de cor/raça, prefimina a formação de brancos na pós-graduação. A renda familiar dos estudantes está concentrada na faixa de 1 a 5 salários mínimos na rede pública e em renda superior no ensino privado. As mulheres já superam os homens entre os titulados (cerca de 57%), com destaque nas áreas de ciências da saúde e humanas, mas permanecem minoria em engenharias e exatas.
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