Associar o aumento da violência política ao mercado formal de armas é ignorar a realidade do Brasil.
Quem coage eleitores, proíbe campanhas e domina comunidades não cumpre a lei, não faz teste psicológico e não compra armas registradas. O terror eleitoral nesses territórios é imposto sob a ponta de fuzis de guerra contrabandeados pelo tráfico internacional.
Atribuir essa violência ao acesso lícito desvia o foco do problema real: a impunidade do crime organizado e a incapacidade do Estado em controlar as fronteiras contra o mercado negro.
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