Fala-se muito em soberania brasileira, mas é difícil levar esse discurso a sério quando grupos armados estrangeiros atravessam nossas fronteiras, intimidam comunidades, sequestram pessoas e ameaçam cidadãos enquanto o governo federal reage com a mesma energia de quem assiste a um documentário. É curioso: para discursos, o governo veste a fantasia de guardião da pátria; para agir, parece que a coragem fica retida na alfândega.
Eu falo isso não como observador distante, mas como candidato a deputada federal que viveu 32 anos nas ruas de São Paulo. Vi de perto o que acontece quando o Estado se omite. Vi facções tentarem dominar territórios, impor regras próprias e transformar a vulnerabilidade das pessoas em moeda de poder. E também vi que é possível impedir esse avanço quando há coragem, presença e compromisso real com quem está na linha de frente.
Por isso quero levar essa experiência para Brasília. Porque soberania não se defende com frases de efeito, mas com ação concreta. E quem já enfrentou facção na rua sabe reconhecer quando o governo prefere fechar os olhos. O Brasil merece mais do que discursos inflamados e respostas burocráticas. Merece alguém que não aprendeu sobre segurança nacional em gabinete, mas na vida real.
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