As associações de pacientes de cannabis existem porque mães, pais e cuidadores se organizaram para garantir um tratamento que a ciência reconhece, que o Judiciário vem autorizando caso a caso e que, na farmácia, custa muito além do que essas famílias podem pagar. Enquanto a regulamentação nacional avança, esse trabalho segue exposto à insegurança jurídica, e quem sente primeiro é o paciente que tem seu tratamento interrompido por falta de medicação.
Acompanho com preocupação o relato da Abraticão, a Associação Brasileira de Terapias Integrativas Cannabis e Animais, sobre a ação policial em São Sebastião do Paraíso. Segundo a associação, agentes retornaram ao local no dia seguinte a um cadastro alegando cumprir ação motivada por denúncia anônima, sem que fosse apresentada ordem judicial no momento, e dois de seus integrantes foram conduzidos à base da Polícia Militar. Maíra e Rubens prestaram esclarecimentos, e em seguida foram liberados. Minha solidariedade aos dois, à associação e às famílias que dependem do trabalho que ela realiza.
Na Assembleia, sigo à disposição das associações mineiras que precisarem de acompanhamento, e mantenho o diálogo com a bancada em Brasília, onde a regulamentação precisa avançar.
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