Tenho comigo a cópia de uma carta que meu pai, Oswaldo Catarino Evaristo, escreveu ao prefeito de Belo Horizonte na década de 1950. Ele havia ido para a Segunda Guerra Mundial em 1943 e, ao voltar, interpelou a Prefeitura de BH diante do risco de despejo do local em que sempre morou, no Pindura Saia. Meu pai pediu por escrito ao prefeito de BH que a família não perdesse o lote da rua Albita, onde viviam suas irmãs, Joana e Maria. Se o despejo se concretizasse, pedia que a família fosse indenizada, para que a cidade não cometesse, nas palavras dele, “nenhuma rasura de injustiça social”.
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