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ATUALIZAÇÃO SOBRE A DITADURA BRASILEIRA IX Por Bruno S. Thomas Com o fim do grotesco “show trial” que condenou Bolsonaro à prisão perpétua, encerra-se um longo e lamentável capítulo da história recente do Brasil. Depois de tudo que foi revelado não somente a respeito da intervenção de Biden para derrubar Bolsonaro em 2022, mas também dos crimes em série cometidos pelo psicopata Moraes durante os últimos anos, ninguém com um mínimo de honestidade de propósitos poderá negar a brutalidade do sistema de poder criminoso que tomou o país de assalto. Na verdade, o Brasil encontra-se em estágio avançado de desfazimento. Se, hoje, 26% da população vive em áreas controladas pelo crime organizado, o maior percentual da América Latina, o que esperar se o regime narco-globalista-juristocrático se consolidar? Parece evidente que observaremos nos próximos anos êxodo ainda maior de brasileiros em direção ao exterior. A degradação da vida em sociedade tornará insuportável o dia-a-dia em cidades crescentemente dominadas pela aliança de políticos corruptos com o crime organizado. A inevitável decadência econômica aguçará adicionalmente a revolta da população com instituições não somente ineptas como também autoritárias e ilegítimas. O ineditismo da realidade atual – desconheço caso de regimes ditatoriais governados por junta de togados ligados ao narcotráfico – torna muito difícil fazer previsões. O objetivo primordial de eliminar Bolsonaro parece ter sido alcançado. Extirpar a direita será empreendimento mais difícil e demorado em função do enraizamento cada vez maior daquela no tecido social. No entanto, em cenário de consolidação e aprofundamento da ditadura narcotogada, a adesão ativa da cúpula das forças armadas ao regime, permitindo o emprego do exército para matar a população, terá de processar-se sob pena de os ditadores da toga não terem meios suficientes para reprimir a indignação popular. Mesmo a possível vitória de Tarcísio de Freitas (ungido pelo centrão – pilar de sustentação das arbitrariedades e injustiças perpetradas em desfavor de Bolsonaro e seus apoiadores) contra Lula, nas eleições de 2026, não mudará o quadro de anomalia institucional. É certo que as pressões advindas dos EUA reduzirão a margem de manobra totalitária da suprema excrescência. No entanto, parece-me impossível reconstruir a institucionalidade brasileira com psicopatas corruptos e assassinos como o pseudo-juiz Moraes no STF. O atual governador de São Paulo, caso não haja o impeachment do pseudo-juiz, será nada mais do que um títere da junta de criminosos liderada pelo ex-advogado de cooperativa lavadora de dinheiro do PCC. Se as ações de Trump certamente colaboraram para balançar o sistema totalitário implantado no Brasil, o fato objetivo é que as forças de direita carecem de liderança, organização e capacidade de formulação de alternativas. A tibieza da reação popular ao assassinato político de Bolsonaro – embora em parte justificável pela própria tibieza do líder martirizado – não augura cenário positivo no futuro próximo. Se o povo não reagir de maneira vigorosa, não é improvável que os narco-togados-terroristas que nos governam sigam a sua trajetória de loucura, miséria e destruição.

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