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O caso do STF lembra Incidente em Antares. Incidente em Antares é um romance de Érico Veríssimo, publicado em 1971, que utiliza o realismo fantástico para fazer uma sátira política contundente da sociedade brasileira e da ditadura militar. A história se passa em Antares, um município fictício no Rio Grande do Sul próximo a São Borja e ao rio Uruguai. A primeira parte do livro reconta a formação histórica marcada pelo poder oligárquico e rivalidades locais. O incidente: Em 13 de dezembro de 1963, pouco antes do golpe militar de 1964, uma greve geral paralisa a cidade, incluindo os coveiros. Sete pessoas morrem no mesmo dia e ficam sem sepultura: a matriarca Quitéria Campolargo, o advogado Cícero Branco, o sapateiro anarquista Barcelona, o pianista Menandro Olinda, o operário João Paz, o bêbado Pudim de Cachaça e a prostituta Erotildes. Como já estão mortos e não temem retaliações, prisões ou perda de emprego, eles se levantam dos caixões, vão para o coreto da praça principal e escancaram os segredos, crimes, hipocrisias e corrupções da elite e dos políticos locais. Principais Temas Sátira Política: Crítica aberta ao autoritarismo, à corrupção, à violência de Estado e à desigualdade social. Realismo Fantástico: Uso do sobrenatural e do grotesco (os corpos em início de putrefação) para simbolizar a podridão moral dos vivos. Resistência à Censura: Embora lançado em plena vigência do regime militar em 1971, a obra conseguiu ser publicada sem cortes diretos de censura na época.

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