O obscurantismo do Ibama contra a Margem Equatorial
O Ibama, cujos “técnicos-militantes” não se conformam com a exploração da Margem Equatorial Brasileira (MEB), está exigindo da Petrobras uma ampliação do número de embarcações envolvidas nas atividades de proteção da fauna no litoral do Amapá, para o licenciamento dos três poços exploratórios adicionais que a empresa pretende perfurar no bloco FZA-M-59, onde o poço Morpho acaba de revelar a existência de petróleo.
A exigência, para poços exploratórios situados a mais de 170 km do litoral, numa área dominada pela Corrente Norte do Brasil, que flui de sudeste para noroeste, e onde até mesmo as boias derivantes lançadas na área pelo famigerado Greenpeace foram levadas por ela ao mar do Caribe, e não ao litoral, só ressaltam o ressentimento e a birra do órgão ambiental com a exploração da MEB.
Isso, num momento em que o megabanco Morgan Stanley destaca a Petrobras em um cenário que chama “era de ouro” para a indústria petrolífera, marcado pela forte demanda por combustíveis, disciplina de investimentos no setor energético (leia-se concentração no “core business” do segmento, em vez de investimentos perdulários em fontes energéticas ditas “limpas”) e valorização das empresas ligadas à economia real. Os analistas do banco apontam para produtoras de petróleo integradas e capacidade de refino, área em que ressaltam a empresa brasileira. Além da Petrobras, citam as estadunidenses ExxonMobil e Valero, a espanhola Repsol e a chinesa Sinopec.
E quando o anticientífico e artificial catastrofismo ambiental está em recuo em todo mundo, diante das evidências de que o petróleo e seus derivados ainda são imprescindíveis para as sociedades modernas e terão uma longa sobrevida neste século.
Em outras palavras, enquanto a Petrobras segue aplicando a sua altíssima capacidade científica, tecnológica e produtiva em benefício do País, o Ibama segue atuando como uma quinta-coluna ideológica e política contra as perspectivas de desenvolvimento nacional, sem qualquer contribuição efetiva para os problemas ambientais reais. Já passou muito da hora de os brasileiros colocarem um ponto final nessa sabotagem.
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