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Alemanha reativa termelétricas para mitigar fiasco da “transição energética”. A Alemanha quis liderar o abandono dos combustíveis fósseis e da energia nuclear, investindo maciçamente em centrais eólicas e solares. Agora, com a aproximação do inverno e o fornecimento de eletricidade cada vez mais caro, inseguro e instável (em 2022, o sistema elétrico funcionou sem problemas durante menos de sete dias), foram obrigados a reativar a termelétrica de Jänschwalde, que estava fechada há cinco anos. Com duas turbinas de 500 MW cada uma, será um necessário reforço à combalida matriz energética alemã, cuja desastrosa situação é a maior evidência dos riscos de se converter a ideologia ambientalista em políticas públicas. Enquanto isso, no Brasil, cuja delegação à conferência climática COP-28 terá 2.400 pessoas, a maior do evento, o governo e grande parte do setor empresarial persistem na ilusão da “descarbonização” da economia e esperam ser recompensados financeiramente para manter os biomas brasileiros com “desmatamento zero”. Como o presidente Lula fará uma escala em Berlim na volta da conferência em Dubai, bem poderia pedir que alguém lhe fale sobre a desastrosa “transição” alemã.

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