A lei da selva na Amazônia. Os fiscais do Ibama têm sido recebidos à bala, lamentou o presidente do órgão ambiental, Rodrigo Agostinho, em entrevista à “Veja”. Ele não deveria se surpreender. Afinal, é um dos principais gestores da insana política ambiental brasileira, que, ao vedar e reprimir todo tipo de atividades produtivas, tem contribuído bastante para transformar a Amazônia em mais uma área do território nacional com grande presença do crime organizado. Como diz o ex-ministro Aldo Rebelo, há três estados na região: o formal, o das ONGs e o do crime organizado. Os dois primeiros se aliaram para manter a região como um santuário intocável, à espera dos ilusórios recursos dos “serviços ambientais” prometidos pelo ambientalismo internacional. Enquanto isso, como a natureza abomina o vácuo, o terceiro se instala e se expande. A conta é paga pelos milhões de amazônidas que querem ter o direito ao pleno desenvolvimento dos seus potenciais.
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