FERNANDO HADDAD E O “CAPITALISMO WOKE”.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad e o secretário-executivo adjunto do ministério, Rafael Dubeux, irão à Alemanha para apresentar o Plano de Transformação Ecológica do governo e tentar atrair investimentos “verdes” para o Brasil. A escolha é um tanto irônica, dados os enormes problemas que a Alemanha vem enfrentando com as consequências da sua malfadada “transição energética”, entre elas, um rápido processo de desindustrialização. Ademais, a própria agenda da “descarbonização” da economia se defronta com questionamentos crescentes, na própria Europa (vide os recentes protestos de produtores agropecuários em diversos países) e nos EUA, onde autoridades reguladoras de vários estados têm aplicado a legislação antitruste contra empresas engajadas na agenda. Por sua vez, legisladores do Partido Republicano têm se referido às badaladas práticas ESG (normas ambientais, sociais e de governança corporativa) como “capitalismo woke”, uma referência depreciativa aos movimentos “politicamente corretos”.
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