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BlackRock abandona ESG, Banco do Brasil adota. O Banco do Brasil anunciou a suspensão das linhas de crédito para a indústria de defesa, argumentando que a medida “alinha” o banco às práticas ESG (ambiental, social e governança corporativa). Curiosamente, a megagestora de ativos BlackRock, que controla investimentos de mais de US$ 10 trilhões (cinco vezes o PIB do Brasil), está ostensivamente reduzindo a sua adesão à agenda ESG, que faz água em todo o mundo, na medida em que a realidade da sua inadequação às atividades produtivas se impõe. Curiosamente, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, foi incluída pela revista “Forbes” na sua lista das mulheres mais poderosas do mundo. Mas, enquanto é bajulada pelos porta-vozes da alta finança globalizada, ela demonstra um desconhecimento (ou desprezo) abissal pelo papel estratégico da indústria de defesa como indutora de inovações tecnológicas. Em todas as potências, tanto no Ocidente como no Leste, os respectivos governos apoiam o setor de defesa; só por aqui, a adesão à agenda ambientalista (contra a qual produtores agropecuários e industriais europeus estão em pé de guerra) é usada como pretexto para debilitar um segmento industrial estratégico. Talvez, Tarciana Medeiros esteja conversando muito com Marina Silva sobre empoderamento trasnacional.

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