A urgência de uma cúpula Trump-Putin-Xi
A gravidade dos conflitos em curso na Ucrânia e na Ásia Ocidental, com a obsessão dos EUA de Donald Trump em subjugar militarmente o Irã, está levando a III Guerra Mundial ainda não declarada, mas já travada, ao maior risco de um desfecho nuclear desde a invenção das armas atômicas, em 1945.
A ameaça não é retórica. Em junho de 2025, a então diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, advertiu que o mundo estava “mais próximo do limiar da aniquilação nuclear do que nunca” e que “belicistas da elite política estão imprudentemente fomentando medo e tensões entre potências nucleares”.
Em outubro, o aviso veio de Sergei Naryshkin, chefe do serviço de inteligência exterior da Rússia (SVR): “O mundo está experimentando o momento mais frágil para a segurança internacional desde a II Guerra Mundial. A nossa tarefa compartilhada, e talvez principal, é assegurar que a adaptação à nova realidade ocorra sem uma grande guerra, como aconteceu em estágios históricos anteriores.”
Por isso, é das mais oportunas a iniciativa de um grupo multinacional de personalidades de áreas diversas que se reuniu em um apelo ao papa Leão XIV, pedindo que Sua Santidade convoque uma cúpula internacional, com a presença obrigatória de Trump, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping, para “guiar o mundo para fora do atual caminho de guerra e potencial desastre nuclear e para resolver pacificamente as maiores crises que a humanidade confronta hoje”.
Liderando o esforço, estão Peter Kuznick, professor e diretor do Instituto de Estudos Nucleares da Universidade Americana de Washington, e Ivana Nikolić Hughes, professora da Universidade Columbia e presidente da Nuclear Age Peace Foundation. Entre os signatários, estão o ex-primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, o ex-presidente da Guiana, Donald Ramotar, e a ex-ministra de Relações Internacionais da África do Sul, Naledi Pandor.
O Apelo lembra a intervenção crucial do Papa João XXIII na Crise dos Mísseis de Cuba, em outubro de 1962, junto ao presidente John Kennedy e o premier soviético Nikita Krushchev, quando o mundo esteve a um passo de uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis.
O Apelo encontra-se no link t.co/WKm8jX8z8I.
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