TORQUEMADA AMBIENTAL
Governo Lula quer liderar “Inquisição verde”
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, disse ontem que o Brasil está na liderança de uma iniciativa global para promover a “integridade da informação sobre mudanças climáticas”. Segundo ele, a UNESCO e outros órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) estão “gestando a proposta”, em combinação com coletivos internacionais de pesquisadores como a Rede de Conhecimento Global (Global Knowledge Networ), o Observatório Internacional sobre Informação e Democracia (International Observatory on Information and Democracy) e o Painel Internacional sobre o Ambiente Informacional (International Observatory on Information and Democracy), além de outras entidades da ONU envolvidas no enfrentamento das mudanças climáticas.
Ele explica: “A proposta é criar uma agenda conjunta até a COP-30, em novembro de 2025, para reunir evidências sobre o impacto da desinformação em relação a mudanças climáticas e questões socioambientais, e propor caminhos para superar o problema. Vamos buscar o apoio dos vários países e organizações que podem ajudar a construir essa iniciativa, e lançá-la nos próximos meses.”
Na verdade, a proposta que o Brasil pretende “liderar” tem como objetivo controlar rigorosamente toda e qualquer informação dissidente do dogma do aquecimento global supostamente causado pelas emissões de carbono de origem humana, para bloquear qualquer contestação a ele, científica ou não. Se for concretizada como querem seus idealizadores, será a consolidação de uma autêntica “Inquisição verde”, ao serviço da pretendida vinculação total dos fluxos financeiros e investimentos internacionais aos critérios da famigerada meta do “carbono zero” (Net Zero) até meados do século.
Sem surpresa, quando investigamos a origem dos financiamentos de algumas entidades envolvidas no plano, encontramos representantes da mesma rede de “beneméritos” internacionais que financia o movimento ambientalista-indigenista e o exército irregular de ONGs que, no último meio século, tem influenciado decisivamente as políticas nacionais em temas como a promoção da ideologia de gênero, uma ultrasseletiva “defesa de direitos humanos”, a luta “antirracial” e outros afins, manipulados para promover divisões internas nos paíse-alvo, dificultando que suas populações consigam perceber e enfrentar adequadamente os seus problemas internos e discernir quem são os verdadeiros inimigos a serem combatidos.
Por exemplo, o Global Forum for Media Development, ao qual está vinculado o Observatório Internacional sobre Informação e Democracia, recebe generosas doações da National Endowment for Democracy (NED) dos EUA, que financia “revoluções coloridas” e atividades afins em dúzias de países, as Open Society Foundations do megaespeculador George Soros, que dispensam apresentação, a Swiss Agency for Development and Cooperation, órgão do governo da Suíça, e o Foreign, Commonwealth & Development Office do Reino Unido.
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